Filiado à FENAJUD, DIEESE e DIAP
Sindicato dos Servidores
do Poder Judiciário do Rio de Janeiro
Notícias Sindicais

Ao som de bombas, deputados aprovam aumento da alíquota previdenciária no Rio

Manifestantes tentaram invadir o prédio da Alerj e houve confronto com policiais

RIO – Ao som de bombas de efeito moral, os deputados aprovaram o aumento da alíquota previdenciária para servidores estaduais. A votação no plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta quarta-feira, terminou com 39 votos a favor, contra 26 contrários ao ao plano de aumentar a alíquota de 11% para 14% para servidores ativos e parte dos aposentados. Apenas cinco deputados estavam ausentes. O projeto acabou sendo aprovado apenas com o texto base. Todas as dez emendas apreciadas em plenário foram derrotadas em votações nominais.
Do lado de fora da Alerj, servidores que se concentravam desde cedo no local tentaram invadir o prédio. Policiais que fazem a segurança revidaram e jogaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para dispersar o grupo. Houve muita correria, o comércio fechou, e há relato de carros de deputados que tiveram os vidros quebrados. Seis pessoas foram detida
Devido ao protesto, a Rua Primeiro de Março está interditada no trecho. Segundo o Centro de Operações Rio (COR), da prefeitura. O bloqueio é feito na Avenida Presidente Antônio Carlos, e o desvio é feito para a Avenida Almirante Barroso. Agentes da CET-Rio estão nos pontos de bloqueio e orientam os motoristas.
O texto aprovado traz algumas mudanças. Um substitutivo vai excluir as despesas com pessoal inativo da conta dos poderes – o que é um pleito antigo do estado. Outra modificação é que só pagará 14% de alíquota previdenciária o servidor que receber o salário em dia. Também acabou entrando no texto final que o aumento da contribuição patronal (de 21% para 28%) se dará quando o projeto entrar em vigor, e não escalonado em seis anos, como constava no projeto original.
Mais cedo, a oposição (Psol e PSDB) avisou que destacaria o máximo de emendas possível em plenário, para protelar a votação. A votação do projeto começou às 15h. Servidores não foram autorizados a entrar para acompanhar a sessão no plenário. A assessoria de imprensa da Casa apresentou um relatório técnico do Corpo de Bombeiros para justificar a decisão. O documento diz que o número de pessoas dentro do plenário ficaria em “desconformidade com as normas técnicas aplicáveis”, porque só há uma saída de largura 1,2 metro.
Antes de se reunirem com os líderes dos partidos da Casa, os secretários de Fazenda, Gustavo Barbosa; da Casa Civil, Christino Áureo, e o procurador-geral do estado, Leonardo Espíndola, que defendem o projeto, deixaram a sala da presidência junto com articuladores da base: os deputados Rafael Picciani, líder do PMDB, Edson Albertassi (PMDB), líder do governo, e Paulo Melo (PMDB).
O presidente da Alerj, Jorge Picciani, que se submeteu a uma sessão de quimioterapia na segunda-feira, está comandando a sessão. Ele, que estava licenciado para tratar um tumor na bexiga, afirmou que vai analisar, na semana que vem, os pedidos de impeachment do governador Luiz Fernando Pezão que estão na Casa. Pouco antes, ele disse que não vai repassar duodécimos a poderes e órgãos autônomos, como o Estado fez, é crime de responsabilidade.
Também nesta terça, o governo aprovou, com margem apertada de 37 votos a 26, o projeto de lei que estende até o fim de 2018 o estado de calamidade.

Confira a lista dos votos dos deputados:

Quem votou sim:
Ana Paula Rechuan (PMDB)
André Ceciliano (PT)
André Corrêa (DEM)
Aramis Brito (PHS)
Átila Nunes (PMDB)
Carlos Macedo (PRB)
Chiquinho da Mangueira (PTN)
Cidinha Campos (PDT)
Coronel Jairo (PMDB)
Danielle Guerreiro (PMDB)
Dica (PTN)
Dionísio Lins (PP)
DR. Deodalto (DEM)
Dr. Gotardo (PSL)
Benedito Alves (PRB)
Paulo Melo (PMDB)
Marcos Abrahão
Edson Albertassi (PMDB)
Fábio Silva (PMDB)
Fatinha (SDD)
Figueiredo (PROD)
Geraldo Moreira (PTN)
Geraldo Pudim (PMDB)
Gil Viana (PSB) S
Gustavo Tutuca (PMDB)
Iranildo Campos (PSD)
Jorge Picciani (PMDB)
Luiz Martins (PDT)
Marcos Vinicius (PTB)
Milton Rangel (DEM)
Nivaldo Mulim (PR)
Osório (PSDB)
Rafael Picciani (PMDB)
Renato Cozzolino (PR)
Rosenverg Reis (PMDB)
Zé Luiz Anchite (PP)
Tia Ju (PRB)
Zito (PP)
João Peixoto (PSDC)
Quem votou contra:
Martha Rocha (PDT)
Carlos Minc (sem partido)
Bebeto (PDT)
Bruno Dauaire (PR)
Comte Bittencourt (PPS)
Dr. Julianelli (REDE)
Eliomar Coelho (PSOL)
Enfermeira Rejane (PC do B)
Flávio Bolsonaro (PSC)
Flavio Serafini (PSOL)
Gilberto Palmares (PT)
Jânio Mendes (PDT)
Jorge Felippe Neto (DEM)
Lucinha (PSDB)
Luiz Paulo (PSDB)
Marcelo Freixo (PSOL)
Márcio Pacheco (PSC)
Paulo Ramos (PSOL)
Samuel Malafaia (DEM)
Silas Bento (PSDB)
Tio Carlos (SDD)
Wagner Montes (PRB)
Waldeck Carneiro (PT)
Wanderson Nogueira (PSOL)
Zaqueu Teixeira (PDT)
Zeidan (PT)
Quem não votou:
Marcelo Simão (PMDB) – Faltou
Marcia Jeovani (DEM) – Faltou
Marcos Muller (PHS) – Faltou
Filipe Soares (DEM) – Faltou
Pedro Augusto (PMDB) Licenciado

FONTE: https://oglobo.globo.com/rio/ao-som-de-bombas-deputados-aprovam-aumento-da-aliquota-previdenciaria-no-rio-21386202

Compartilhe