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COMIDA DE HOSPITAIS PÚBLICOS NÃO É ADEQUADA, ALERTA COMISSÃO DA ALERJ

Hospitais e escolas públicas do Estado não estão fornecendo alimentação adequada para pacientes e alunos. A denúncia foi feita, nesta segunda-feira (18/05), pela presidente do Conselho Regional de Nutrição, Kátia Cardoso, durante reunião da Comissão de Segurança Alimentar da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presidida pela deputada Lucinha (PSDB). Segundo Kátia, há 15 dias, pacientes do Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na zona Oeste do Rio, estão almoçando e jantando apenas sopa. Já no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na zona Norte, pacientes que precisam de alimentação intravenosa estão sem dietas industrializadas porque a unidade está sem estoque e sem previsão de entrega.

Kátia falou ainda da condição dos pacientes das unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “A UPA é um atendimento de passagem e, por isso, não foi otimizado um local para preparo e serviço de alimentação. Temos denúncias de pacientes, com até duas semanas ou mais de internação, permanecendo nessas unidades sem alimentação adequada, porque não há profissional de nutrição”, relatou a presidente do conselho.

Ela disse ainda que a situação das escolas da rede estadual é preocupante. Segundo Kátia, os cardápios planejados pelas poucas nutricionistas da rede não são executados. “Entre os anos de 2010 e 2012, o conselho realizou 301 visitas em escolas dos 92 municípios do estado e constatou que 98% das unidades escolares não realizavam a etapa de desinfecção de alimentos crus, ou quando faziam utilizavam produtos inadequados. Quarenta e dois por cento ofereciam doces, de uma a duas vezes por semana; 36% utilizavam enlatados mais de uma vez por semana; e 25% ofereciam refresco artificial”, informou.

Segundo a nutricionista, durante as visitas, a oferta de alimentos proibidos também foi constatada, e a inclusão de frutas e hortaliças no cardápio era bastante limitada. “Apesar de determinado por lei federal, poucas escolas adquirem produtos da agricultura familiar”, sentenciou.

Presidente da comissão, a deputada Lucinha disse que pretende fazer audiências regionais para discutir a questão da alimentação inadequada nas escolas e que vai vistoriar hospitais estaduais para verificar as denúncias apresentadas. “Vamos começar pela Baixada Fluminense e, depois, vamos à Região Metropolitana visitar Niterói e São Gonçalo. Também vamos ao interior. Precisamos ajudar os municípios a adotarem critérios no que diz respeito à segurança alimentar”, disse a parlamentar. (informações da Alerj)

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