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DEFESA DO IASERJ TERÁ ‘SOPÃO’ APÓS PASSEATA UNIFICADA DESTA QUINTA, 14 DE JUNHO

Servidores estaduais de diversas áreas decidiram intensificar a participação na luta contra a demolição do Hospital Central do Iaserj e lançar campanha pelo retorno imediato do médico Nelson Ferrão à direção da unidade. A decisão foi tomada na reunião do Muspe (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais) de segunda-feira (11/6), realizada à noite no Iaserj, já num ato simbólico de apoio à resistência em defesa do hospital.

Na manifestação conjunta marcada para quinta-feira (14), dia estadual de paralisação dos servidores do estado, os participantes serão convidados a encerrar o protesto na vigília permanente instalada no Iaserj, onde será servido um sopão. A concentração para o ato com passeata está marcada para começar às 12 horas, na Candelária. Os servidores defendem reposição das perdas salariais, a retirada da ação do governador Sérgio Cabral Filho pela extinção do triênio, implantação dos planos de cargos e salários e o fim das políticas de privatização.

Haverá faixas contra o fechamento do hospital, que o governador Sérgio Cabral Filho quer implodir, e em apoio a Ferrão, exonerado na segunda-feira (11) pelo secretário estadual de Saúde, Sergio Côrtes. “Ele foi exonerado porque praticou a ética médica defendendo a saúde pública”, disse Mariléia Ormond, presidente da associação de funcionários do Iaserj. “Mandar tirar um doente grave do CTI é muito sério, é matar”, acrescentou.

Com intuito de buscar unificar estas lutas, que já contam com os professores da Uerj em greve, será convocada uma assembleia geral para 19 de junho, às 15 horas, na concha acústica daquela universidade. “A pauta é greve geral de todo o funcionalismo estadual”, frisou a diretora do Sindsprev-RJ Denise Nascimento. “Temos que unificar as lutas”, defendeu Julio Tavares, também dirigente do sindicato.

“A possibilidade de diálogo com a população está muito próximo de nós, apesar dele [Sérgio Cabral] estar blindado”, disse Perciliana Rodrigues, representando a CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular). “Somos 450 mil soldados”, disse, referindo-se a estimativa do total de servidores estaduais no Rio.

O trabalho com os pacientes também foi mencionado por Denise. Ela destacou que são cerca de dez mil atendimentos ambulatoriais e que a Secretaria de Saúde terá muita dificuldade em encontrar disponibilidade em outras unidades que disponham dos mesmos serviços. “Eles vão mandar as pessoas para qualquer lugar e não podemos [permitir]”, disse. (com informações do Sindsprev-RJ)

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