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Notícias Sindicais

É tudo muito ruim para o país, diz Pezão sobre investigação contra Temer

Pezão ainda disse que pretende colocar em dia os salários dos servidores até o final de junho, caso seja acatado o projeto de ajuda aos estados..

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, falou na tarde desta quinta-feira (18) sobre a delação do dono do frigorífico JBS Joesley Batista, que segundo o colunista do jornal O Globo envolve uma gravação em que o presidente Michel Temer dá aval para compra de silêncio de Eduardo Cunha.
“Não tive tempo de saber detalhes, estou ligado na sanção do projeto [de ajuda aos estados] porque ele está indo para o presidente, pois saiu do Senado. Então estou nessa expectativa. Isso é tudo muito ruim para o país: em três anos ter dois presidentes. Já foi traumático o impeachment da presidenta Dilma. Se tiver mais um problema desse vai ser muito difícil para a economia”.
As declarações foram dadas durante fórum no BNDES, no Centro do Rio, pouco antes do pronunciamento de Temer durante o qual ele afirmou que não vai renunciar a presidência.”Acho que o Brasil precisa fazer um grande encontro de todas as lideranças, todos os ex-presidentes e pensar e arranjar uma solução para o término desse mandato, e ter eleições diretas”, disse ele, sobre possibilidade de renúncia de Temer.
O governador ressaltou, porém, que considera muito cedo para se falar sobre uma possível saída de Temer da presidência: “Temos que esperar o fato acontecer primeiro, mas é muito triste. Porque umas das grandes características do presidente Temer é ter a governabilidade através do Congresso Nacional, ele tem uma base forte lá. O país não tinha, há anos, uma base tão forma para aprovar reformas. O presidente é uma pessoa habilidosa, com grande maioria no Congresso. O Brasil inteiro ficou surpreso com que foi publicado ontem, mas o país não vai ficar sem presidente”, acrescentou.
Pezão ainda disse que pretende colocar em dia os salários dos servidores até o final de junho, caso o projeto de ajuda aos estados seja sancionado pelo presidente. Pezão também acredita que sua negociação não perde força caso o presidente deixe o governo: “O projeto é aprovado na Câmara e no Senado. O presidente que tiver lá, vai aceitar. O próprio presidente [da Câmara] Rodrigo Maia me disse que seria sancionado ainda hoje. Não é uma lei para o estado do Rio, é uma lei para o Brasil, para qualquer estado que quiser aderir”.
O governador do Rio afirmou não ter medo de seu nome ser citado durante as delações, já que a JBS foi a maior doadora da campanha de Pezão em 2014: “Preocupação zero. Foi a maior doação oficialmente e está tudo declarado. Houve a doação porque eles confiaram no estado e na nossa administração. Houve investimento em quase todas as campanhas nacionais também e eu não tenho nenhum problema em explicar sobre essa doação recebida”.

FONTE: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/e-tudo-muito-ruim-para-o-pais-diz-pezao-sobre-gravacao-de-temer.ghtml

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