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Em São Gonçalo, roda de conversa debate impactos da terceirização na carreira dos serventuários

Desde o início de novembro, o Sindjustiça-RJ está levando a roda de conversa O desmonte no serviço público e os riscos da terceirização no Judiciário do RJ para diversas comarcas do estado.

Os debates estão democratizando as discussões sobre as ameaças de substituição de concursados por mão de obra barata e convidando serventuários de vários municípios a participarem do enfrentamento à terceirização e possível extinção de cargos de trabalho.

Na tarde de ontem (27) foi a vez de São Gonçalo receber a atividade. Os servidores se reuniram no Fórum da comarca e participaram de uma conversa com a supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) Jéssica Naime.

Debate

O diálogo em São Gonçalo teve um apanhado da reorganização das relações de trabalho em nível global nos últimos anos, convidando os servidores a refletir sobre como o desmonte do papel social do Estado levou à atual conjuntura no Rio de Janeiro.

A terceirização de postos de trabalho teria um efeito caótico sobre o Judiciário fluminense, ocasionando prejuízos tanto para os serventuários quanto para os terceirizados e a própria população.

Para os servidores, a medida representa riscos aos cargos e à aposentadoria da categoria, uma vez que a redução no número de contribuintes ameaça diretamente o sistema próprio de Previdência Pública. Com a redução de concursos públicos proveniente da terceirização e o possível remanejamento de pessoal que aconteceria a partir da contratação de terceirizados, a política de carreira do funcionalismo também seria enfraquecida.

Dados do DIEESE apresentados na atividade reforçaram que a situação seria, também, desfavorável à mão de obra terceirizada. Trabalhadores contratados nessa modalidade têm salários 23,4% menores, com uma taxa de rotatividade duas vezes maior em relação a outros tipos de vínculo empregatício.

“É preciso que façamos esse debate em uma perspectiva que nos permita compreender o que a terceirização significa para todos os envolvidos. As experiências relatadas e números exibidos nas rodas de conversa comprovam que os desmontes no Judiciário irão acarretar sobrecarga de trabalho e perda de qualidade de vida para a nossa categoria”, explica o diretor-geral do Sindjustiça-RJ Tony Vieitas.

O plano é que, ao fim do primeiro ciclo de rodas de conversa, o sindicato proponha uma audiência pública com várias entidades do Judiciário para discutir o tema e definir novos encaminhamentos.

Próximos encontros

As últimas rodas de conversa do ano já têm data marcada. O próximo encontro acontecerá na comarca de Nova Iguaçu, no dia 4 de dezembro. Já o último debate de 2018 será em Volta Redonda, no dia 11 do mesmo mês. As discussões serão realizadas nos respectivos Fóruns dos municípios, a partir das 16h.

Para ficar sabendo quando será a vez da sua região receber a roda de conversa, acompanhe o site do Sindjustiça-RJ e a página oficial da entidade no Facebook (facebook.com/sindicatoSindjusticaRJ).

E para receber as chamadas para os debates em primeira mão diretamente no seu celular, não deixe de se cadastrar na lista de transmissão do sindicato no WhatsApp. Clique aqui para se registrar.

Fonte: Sindjustiça-RJ

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