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CNJ CONDENA JUIZ DENUNCIADO PELO SINDJUSTIÇA-RJ POR ASSÉDIO

Em marco de 2015, em nossa gestão anterior, o Sind-Justiça encaminhou para a Corregedoria uma denúncia de assédio moral e sexual contra o magistrado Glicério de Angiolis Silva. Na denúncia, havia vários depoimentos de estagiárias e servidores relatando episódios de grosserias, insultos, gritos, toques não autorizados, pedidos de “cheiro” e de fotos de biquínis, dentre outros comportamentos inadequados.

À época, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça arquivou a denúncia e inclusive um dos desembargadores afirmou, no julgamento, que “um juiz com aquela produtividade não deveria ser objeto de denúncias”.

No julgamento, o Sind-Justiça foi citado algumas vezes. Nas palavras do advogado de defesa, “a denúncia seria fruto de fofoca, em que houve uma tentativa bastante forte do Sindicato que Vossas Excelências sabem porque sempre representa neste Conselho contra atos de magistrados e atos do Tribunal Fluminense, é um sindicato bastante ativo. Houve uma tentativa muito forte do Sindicato de tentar afastar o juiz da Comarca, então criou-se esta fofoca”.

Agradecemos o reconhecimento, porque somos de fato um Sindicato bastante atuante, mas a estratégia da “fofoca” não colou.

Depois de o Relator sugerir a pena de disponibilidade, o presidente do CNJ, Luís Fux, antecipou o seu voto para tentar reduzir a pena para “censura”, sendo acompanhado por 4 conselheiros. No entanto, os demais votaram para acompanhar o relator, inclusive uma das conselheiras afirmou que o juiz estava sendo julgado não por cumprir os deveres, mas por descumpri-los. Resultado: 8 a 5 pela pena de disponibilidade, em que será afastado e passará a receber proventos proporcionais ao tempo de serviço.

SIND-JUSTIÇA

DIREÇÃO GERAL
Alzimar Andrade
André Parkinson
Magali Monteiro

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