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Mais do que homenagens, Dia Internacional da Mulher é data de luta

Em 8 de março, as mulheres estão acostumadas a ganhar muitas lembranças que reforçam o carinho da sociedade por elas. Bilhetes, rosas, poemas – o que não falta são homenagens motivadas pelo Dia Internacional da Mulher.

O problema é que todos esses presentes não tocam na ferida real que deveria ser abordada nessa data: a luta por direitos, liberdade e igualdade.

Dados que expressam a necessidade da luta

Só em 2018, 88 mulheres foram vítimas de feminicídio no Rio de Janeiro, de acordo com levantamento organizado pela Diretoria-Geral de Apoio dos Órgãos Jurisdicionais (DGJUR) do TJRJ. Isso significa que o estado registrou, em média, 7 situações por mês em que o poder público falhou em combater a violência de gênero ao ponto em que a omissão custou a vida de uma cidadã.

Embora a morte seja a epítome do machismo estrutural que assola o Brasil e o mundo, essa é apenas uma forma de opressão contra mulheres. Em 2017, o Rio de Janeiro registrou 11 estupros por dia, totalizando 4.153 em um ano, sendo que 68% desses ataques aconteceram dentro da casa da própria vítima, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).

Machismo que vai além da agressão

Mesmo quando seus corpos não sofrem violências, elas ainda enfrentam os efeitos da desigualdade de gênero diariamente.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres dedicam mais tempo aos estudos e melhor freqüência escolar em relação aos homens. Mesmo assim, ganham, em média, 24% a menos que os homens.

No serviço público, a questão também é delicada. Mesmo com critérios de promoção bem definidos, elas ainda ocupam menos cargos de chefia.

Ainda de acordo com levantamento do IBGE, que analisou as esferas municipal, estadual e federal, as servidoras têm ganhos muito semelhantes aos dos homens nas faixas salariais de até R$12 mil reais no funcionalismo. Entretanto, conforme os salários vão aumentando, a equiparação vai diminuindo. Nos salários acima de R$12,5 mil, a participação delas é de 12%, contra 17% deles. Essa diferença é causada, geralmente, pela maior ocupação dos homens em cargos de chefia.

“Neste Dia Internacional da Mulher, queremos lembrar a todos os serventuários que mesmo com os avanços nos direitos das mulheres, ainda temos um longo caminho a percorrer. A luta pela igualdade de gênero não se trata de solicitar privilégios, mas sim de reivindicarmos pontos básicos, como o direito de ocupar os espaços com respeito e segurança, sem sermos diminuídas ou agredidas. Essa deve ser uma pauta de todos nós”, afirma a diretora-geral do Sindjustiça-RJ, Claudia Fernanda Salgado.

Fonte: Sindjustiça-RJ

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