Sindjustiça RJ
Filiado à FENAJUD, DIEESE e DIAP
Sindicato dos Servidores
do Poder Judiciário do Rio de Janeiro
destaque home

Meningite bacteriana: saiba como se proteger da doença que está assustando o RJ

Nos últimos dias, a notícia de que casos de meningite foram registrados em duas unidades prisionais do estado alarmaram os serventuários, sobretudo aqueles que têm contato frequente com a população carcerária.

A doença preocupa principalmente por ser altamente contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa por meio de gotículas de saliva ou secreções.

Acreditando que a informação é a melhor forma de aumentar as chances de um diagnóstico precoce e tratamento efetivo para a doença, o Sindjustiça-RJ está trazendo as principais características da infecção.

Afinal, o que é a meningite?

A doença é caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que revestem e protegem o cérebro.

A meningite pode ter várias origens. Os casos que foram diagnosticados nas cadeias públicas da região foram causados por bactérias. Esse tipo de contágio preocupa por ter uma evolução mais rápida em relação a outros agentes causadores — vírus e fungos, por exemplo.

Não é preciso ter desenvolvido a doença para transmiti-la. Indivíduos que tenham a bactéria alojada em seu organismo podem passá-la a outras pessoas, mesmo que não apresentem nenhum sintoma.

“Por conta dessa particularidade, o ideal é que todos os servidores que estiveram na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha e na Cadeia Pública Juíza Patrícia Lourival Acioli consultem um médico e solicitem orientações sobre a medicação preventiva. Assim, garantimos que todos os servidores e suas famílias fiquem protegidos da infecção”, recomenda a diretora de saúde e condições do trabalho do Sindjustiça-RJ, Gabriela Garrido.

Sintomas

Os sinais mais característicos de meningite são febre alta e repentina, dor de cabeça forte e rigidez na região do pescoço, principalmente na nuca.

Além disso, pacientes infectados também podem apresentar:

  • Dores musculares, afetando particularmente as costas;
  • Surgimento de manchas ou caroços avermelhados na pele;
  • Sensibilidade à luz;
  • Calafrios;
  • Perda de apetite;
  • Cansaço extremo;
  • Sonolência excessiva;
  • Náusea e/ou vômito;
  • Confusão mental;
  • Ritmo cardíaco acelerado;
  • Irritabilidade injustificada.

Serventuários que apresentem esses sintomas devem procurar ajuda médica o mais rápido possível e comunicar o Sindjustiça-RJ. Assim, será possível acompanhar o tratamento do servidor e verificar se outros colegas da mesma comarca também foram infectados.

Prevenção e tratamento

A boa notícia é que a meningite bacteriana tem cura, desde que o tratamento seja aplicado o mais rápido possível.

A doença costuma ser tratada com antibióticos e corticoides. Em casos mais graves, o médico pode recomendar a internação do paciente.

Gestantes, pacientes em tratamento contra o câncer, portadores de HIV e pessoas diagnosticadas com doenças autoimunes integram o grupo de risco para a meningite bacteriana e precisam receber atenção especial da equipe médica. No momento da consulta, é indispensável que o servidor que se encaixe em alguma dessas características informe sua condição.

No caso dos serventuários, que estão expostos a uma situação de risco, pode ser adotado o chamado tratamento profilático, uma modalidade de prevenção ao contágio. A profilaxia inclui a ministração de antibióticos e de vacinas contra a doença.

O Sindjustiça-RJ já está em contato com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) mantendo o diálogo sobre a adoção medidas de prevenção à meningite. A entidade também está trabalhando junto ao Departamento de Saúde (DESAU) para decidir como o acompanhamento dos serventuários poderá ser feito.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a diretoria de saúde e condições do trabalho do sindicato pelo telefone (21) 3528-1210.

Fonte: Sindjustiça-RJ

Compartilhe
Open chat
1
Receba mais notícias por WhatsApp
X
X