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Se reforma da Previdência não for aprovada no 1º semestre, recuperação pode ser afetada, diz Meirelles

O governo precisa reunir 308 votos para aprovar o texto, mas sabe que ainda não tem margem segura.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (10) esperar a aprovação da reforma da Previdência neste primeiro semestre pelo Congresso Nacional e que, se houver atrasos, isso pode atrapalhar as expectativas e a recuperação da atividade.
“Se por ventura alguma reforma… for deixada para agosto, não é o ideal”, afirmou ele a jornalistas ao participar de evento em São Paulo. “Esses dois meses podem ser muito importantes para a expectativa e o crescimento econômico”, acrescentou.
Na noite passada, a comissão especial da reforma da Previdência concluiu a votação da proposta, com a recusa de nove dos dez destaques apresentados ao texto, que agora seguirá para apreciação em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados. O governo precisa reunir 308 votos para aprovar o texto, mas sabe que ainda não tem margem segura.
Meirelles afirmou ainda que a recuperação da atividade econômica está mais disseminada neste segundo trimestre e que, no trimestre passado, a atividade foi fortemente ajudada pelo desempenho da agricultura.

Governo não teme mudanças, diz ministro do Planejamento

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou também nesta quarta-feira que o governo não teme ter o texto da reforma da Previdência modificado no plenário da Câmara ou mesmo no Senado, e que está otimista quanto à sua aprovação.
“Nós não trabalhamos com temor, nós trabalhamos com otimismo”, disse ele a jornalistas durante evento em São Paulo.
“A reforma que está aí é uma reforma equilibrada. De um lado contempla essas questões de apelo social e político. De outro lado, gera impacto fiscal suficiente para nós termos uma melhora significativa das condições econômicas do país.”
Questionado sobre o único destaque aprovado no colegiado, referente à manutenção da competência compartilhada entre as Justiças federal e estadual para julgar demandas contra o INSS sobre acidentes de trabalho, Oliveira afirmou que o governo não vê com isso nenhum prejuízo adicional em relação ao ajuste fiscal propiciado pela reforma.
O ministro defendeu ainda a participação do setor privado tanto na gestão e operação de infraestrutura no país, como no financiamento de projetos. Em outra frente, disse ser muito cedo para o governo discutir a regra de reajuste de salário mínimo, cujo formato atual valerá até 2019.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/se-reforma-da-previdencia-nao-for-aprovada-no-1-semestre-recuperacao-pode-ser-afetada-diz-meirelles.ghtml

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