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Sindjustiça-RJ defende direitos da categoria em ato contra a Reforma da Previdência

Na tarde de ontem (20), o Sindjustiça-RJ participou de uma mobilização em defesa dos direitos da categoria e de todos os assalariados brasileiros. O sindicato esteve no ato contra a Reforma da Previdência, convocado por centrais sindicais. A manifestação aconteceu na Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, e foi uma grande ação de conscientização sobre o que realmente está por trás do projeto.

Os manifestantes se reuniram nos arredores da Estação Carioca e, com panfletos, cartazes e caixas de som, convidaram a população para um debate necessário que não está sendo feito pelo Governo Federal: quais os reais interesses de quem deseja a aprovação dessa reforma.

Representantes de entidades sindicais e movimentos sociais também distribuíram cartilhas que mostram como os servidores públicos serão profundamente afetados se a medida for aprovada.

“Estivemos nas ruas para defender os direitos dos servidores porque o texto da Reforma é devastador. Sua aprovação implicará na perda de qualidade de vida para os futuros aposentados e pensionistas a ponto de impedir sua subsistência, além de aprofundar as desigualdades sociais no Brasil. A mobilização social já barrou as tentativas anteriores. Estamos aqui para fazer isso novamente”, explicou a diretora de organização político-sindical do Sindjustiça-RJ, Ana Paula do Couto Alves.

Sindicato mobilizou categoria

Logo cedo, o Sindjustiça-RJ levou um carro de som até a porta do Fórum Central para convocar a categoria para o ato e orientando os serventuários sobre os riscos representados pela Reforma da Previdência.

“O sindicato foi até os servidores para chamá-los a participar da manifestação e destacar a importância da participação de todos para a defesa dos direitos da categoria. Fizemos o trabalho de levar a informação diretamente até o local de trabalho e tiramos dúvidas de quem veio conversar conosco. É só com diálogo, mobilização e união que iremos barrar o retrocesso”, salientou o diretor-geral da entidade Tony Vieitas, que organizou a ação em frente ao Fórum.

Ato integrou mobilização nacional

O dia 20 de fevereiro foi definido pelas centrais sindicais como um dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência. A mobilização aconteceu em várias capitais na data marcada para a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, que define o projeto de alterações no sistema previdenciário.

O texto propõe que o Brasil adote um modelo de Previdência pautado em incertezas.

O plano é implementar um regime de capitalização, em que o percentual recolhido pelos assalariados é depositado em uma conta individual e administrado por gestores públicos e privados. A PEC não oferece detalhes sobre como funcionaria o sistema na prática. Além disso, a proposta é inspirada em um modelo que já se revelou falido em países como México, Colômbia e Chile, país que concentra a maior taxa de suicídio entre idosos na América Latina, por causa do baixo valor das aposentadorias.

A proposição ainda desvincula o pagamento de pensões do salário mínimo e bate o martelo sobre o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos, em alíquotas mínimas definidas entre 14% e 22%, que podem ser ainda maiores dependendo das decisões dos estados sobre a gestão dos regimes próprios de Previdência.

“A PEC basicamente transfere para os trabalhadores a responsabilidade por um deficit que poderia ser resolvido com o combate à sonegação fiscal de grandes empresas, principais responsáveis pelo problema”, afirmou Ana Paula.

Fonte: Sindjustiça-RJ

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