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UnB disponibiliza softwares de aprendizagem para autistas e portadores de deficiências intelectuais

Para crianças portadoras de deficiências intelectuais ou de Transtornos do Espectro Autista (TEAs), a dinâmica de aprendizagem segue um ritmo diferente de outras pessoas – principalmente quando os conteúdos que estão sendo estudados são abstratos ou envolvem raciocínios lógicos um pouco mais complexos.

Para contemplar as necessidades desse grupo de forma acessível, a Universidade de Brasília (UnB) criou o Projeto Participar. A ação disponibiliza programas de computador voltados à aprendizagem para várias áreas de conhecimento. São dez softwares que podem ser baixados gratuitamente no site oficial da iniciativa (projetoparticipar.unb.br).

Os programas são lúdicos e ensinam tarefas do dia a dia, como operações matemáticas, alfabetização, reconhecimento de expressões faciais, compreender o significado de gestos sociais e executar a rotina matinal de higiene, por exemplo.

Novas didáticas são essenciais para portadores de deficiências intelectuais

Todas essas ações podem parecer muito simples, mas representam desafios para as crianças que convivem com transtornos cognitivos. Pessoas com esses diagnósticos são puramente literais, e precisam de explicações claras e diretas sobre qualquer ação.

Portadores de TEAs podem, por exemplo, ter dificuldade para entender ditados populares, figuras de linguagem e piadas sarcásticas. Por isso, é muito importante que tenham acesso a metodologias de ensino visuais, literais e objetivas, que os ajudem a desenvolver todo seu potencial.

De acordo com a diretora de saúde e condições do trabalho do Sindjustiça-RJ, Gabriela Garrido, as possibilidades de inclusão social plena começam na aprendizagem. “São crianças com total capacidade para realizarem seus sonhos, serem independentes e terem carreiras e vidas brilhantes. Para isso, no entanto, é necessário que disponibilizemos as ferramentas certas para o aprendizado delas”, explica.

A diretoria do Sindjustiça-RJ reafirma seu compromisso com o bem-estar dos servidores do Judiciário fluminense e seus familiares – que também fazem parte da grande família que é a categoria.

“Queremos que todos os serventuários que têm filhos autistas, ou portadores de transtornos cognitivos, saibam que têm uma rede de apoio no sindicato. Ainda é um tema cercado de estigmas e informações desencontradas, mas a diretoria de saúde está à disposição para dar orientações sobre tudo que a categoria precisar”, afirma Gabriela.

Dúvidas, sugestões ou comentários para o Projeto Participar podem ser enviados diretamente para o e-mail projetoparticipar@unb.br.

Fonte: Sindjustiça-RJ

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