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CENTRAIS SINDICAIS ORGANIZAM MANIFESTAÇÃO EM BRASÍLIA

Acompanhando manifestações semelhantes de centrais sindicais ocorridas em outras cidades brasileiras, Nova Central, Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Central Sindical e Popular (CSP) organizaram ato, hoje (28/1), pela manhã, em frente ao Ministério da Fazenda, em Brasília, para reivindicar a revogação das Medidas Provisórias 664 (pensão por morte e auxílio-doença) e 665 (seguro-desemprego, abono salarial e seguro-defeso), anunciadas no fim do ano.

No final da manhã, dois ônibus e 10 carros retiraram os manifestantes do local do protesto. À tarde, a manifestação continuou porém com a presença de integrantes ligados à Central Única de Trabalhadores (CUT) .

“Quem ganha bem neste país tem de pagar a conta da crise”, disse o secretário Nacional da CUT, Jacy Afonso de Melo. Ele pediu solução imediata para a crise da Petrobras e propôs que empresas de infraestrutura que geram empregos no país tenham oportunidades de executar projetos.

Segundo Melo, na próximas horas, a CUT irá reunir representantes da organizados nos estados para discutir os desdobramentos das manifestações que houve hoje em várias cidades do país. Segundo ele, a reunião também debaterá o novo calendário de luta dos trabalhadores para 2015, o estabelecimento de proteção dos direitos dos trabalhadores e a organização de uma marcha de trabalhadores a Brasília.

“As centrais sindicais acham que existem outros caminhos, como aumentar a fiscalização. No Amazonas, por exemplo, [deveria haver] 20 fiscais do trabalho e [há] apenas três. Roraima era para [haver] 15 fiscais e [há] apenas dois. Como o concurso é nacional, depois de um ano, os novos fiscais voltam para sua cidade natal e não há novos concursos [para preenchimento de vaga]. Então, o primeiro problema é a fiscalização”, disse Carlos Lacerda, secretário para assuntos parlamentares da Força Sindical.

Na opinião dos representantes dos sindicatos, “a crise da economia que atinge o país está tendo como resposta dos patrões mais ataques ao emprego e aos direitos trabalhistas”, a exemplo, conforme disseram, das ameaças de demissões da Volkswagen no ABC paulista.

“Não vamos aceitar mudanças nos benefícios dos trabalhadores e na legislação trabalhista. Infelizmente, os patrões e os governos sempre jogam nas costas dos trabalhadores os custos de toda a crise que acontece”, destaca o professor Robson da Silva, da Central Sindical e Popular (CSP).

Pela manhã, os manifestantes – que estavam na Catedral de Brasília – saíram em passeata até o Ministério da Fazenda. A Polícia Militar do Distrito Federal estimou em 150 o número de pessoas que participaram do evento pela manhã. Os organizadores disseram que havia 200 integrantes. À tarde, a manifestação da CUT foi prejudicada pela chuva. Segundo cálculo do serviço de segurança do Ministério da Fazenda, participaram do evento, à tarde, cerca de 50 manifestantes. (informações da Agência Brasil)

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