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DILMA FINANCIA A SAÚDE… PRIVADA

[Sérgio Domingues*] “União quer ampliar acesso a planos de saúde”, diz o título da matéria da Folha de S. Paulo, publicada em 27/02. Não se trata daquelas reportagens falsas com pretensões de fazer graça. Não é piada. Logo abaixo do título, “Governo tem negociado medidas com empresas do setor e já analisa redução de impostos e maior financiamento”.

É isso mesmo. O governo Dilma, que muitos teimam em considerar aliado dos trabalhadores e coveiro do neoliberalismo, faz mais uma das suas.

Não basta apenas eleger os bilionários como clientes preferenciais dos bancos públicos. É pouco conceder bilhões em isenções fiscais para empresários, inclusive R$ 34,6 bilhões que deixaram de ir para a Seguridade Social em 2011.

Também é preciso colocar dinheiro no setor privado de saúde. Um ramo comercial que vendeu serviços ruins e parciais a 47 milhões de pessoas em 2011. É campeão de queixas no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, e não tem do que se queixar: movimenta cerca de R$ 80 bilhões anuais. Já o orçamento da União para a saúde, ficou em R$ 72 bi para atender muita mais gente, incluindo os próprios clientes dos planos.

Mas tudo isso é perfeitamente compreensível. Afinal, dizem os jornais, os “Planos de saúde doaram R$ 12 milhões nas últimas eleições”.

O fato é que as privatizações continuam, só não têm caráter oficial. É por isso que a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde lançou o Manifesto de Repúdio à Proposta do Governo Federal de Subsidiar os Planos Privados de Saúde. Mais que isso, o governo petista merece o combate do conjunto dos movimentos sociais.

* Sociólogo, escritor e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC)

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