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PASSEATA EXIGE 30 HORAS E DENUNCIA DILMA POR TENTAR PRIVATIZAR SAÚDE

Uma nova passeata unificada dos profissionais dos hospitais federais, em greve há 37 dias, percorreu as principais ruas do Centro, nesta terça-feira (11/3). O principal objetivo foi pressionar os representantes do Ministério da Saúde a aceitar as reivindicações da categoria. Por força da greve, integrantes do MS vieram ao Rio de Janeiro, para uma negociação com o Comando de Greve, prevista para o mesmo dia do protesto, às 11 horas. Uma assembleia geral da categoria estava prevista para as 15 horas.

O comunicado aceitando a negociação chegou na última segunda-feira ao Sindsprev/RJ. Por isto, a passeata que seguiria do Inca para o Sindsprev/RJ, mudou de destino e foi até a frente do Núcleo do Ministério da Saúde do Rio de Janeiro (Nerj), na Rua México. Entre os principais pontos da pauta de reivindicações estão a manutenção da jornada semanal de 30 horas e do duplo vínculo, não à privatização dos hospitais federais que o governo Dilma Roussef (PT) quer impor para beneficiar empresas do setor e ao ponto biométrico, melhores condições de atendimento e trabalho e implantação do novo plano de cargos que equipara os salários da seguridade social aos do seguro social e que se encontra do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOPG).

DILMA QUER PRIVATIZAR — Durante a passeata, a diretora do Sindsprev/RJ, Cristiane Gerardo, acusou o governo Dilma de cometer um verdadeiro crime contra a população, ao sucatear os hospitais federais para justificar a sua entrega ao setor privado, através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Tatianny Araújo, do Comando de Greve do Inca, ressaltou que como parte deste processo, o governo vem, paralelamente, atacando direitos históricos dos servidores da saúde federal, como a jornada de trabalho de 30 horas semanais e o duplo vínculo. “Ao piorar as nossas condições de trabalho, ainda mais, os governos do PT querem, como consequência, piorar a qualidade do atendimento, jogando sobre as nossas costas uma responsabilidade que é deles”, afirmou.

Com suas faixas, cartazes, músicas e palavras de ordem, os manifestantes iam denunciando à população, pelas ruas do centro, a demagogia do governo federal que diz investir em saúde e educação, mas que não faz concurso público há mais de cinco anos, fecha setores importantes de vários hospitais e reduz o investimentos em saúde. Representantes de várias entidades sindicais e do Fórum Contra a Privatização do SUS estiveram presentes. Célio Viana, do Comando de Greve dos Garis, participaram da manifestação dando o seu apoio. Lembrou que a luta em defesa da saúde pública e de qualidade é de toda a população e não somente de quem trabalha no setor.

Disse que assim como a saúde apoiou a causa dos garis, os garis também farão o mesmo agora. Cyro Garcia, da CSP, disse que, como os garis, os servidores da saúde seguem numa greve vitoriosa, organizada pela base, que deve impor ao governo federal uma derrota tão grande quanto a que sofreu Eduardo Paes (PMDB). “A vitória depende da disposição de cada um de nós”, lembrou.

Em frente ao Nerj, a coordenadora do Fórum Estadual Contra a Privatização do SUS, Maria Inês Bravo, lembrou que a greve dos federais é fundamental para reverter a privatização já iniciada no estado e no município, além de impedir a do setor federal. A deputada estadual Janira Rocha, frisou que a unidade é fundamental para se chegar à vitória. A manifestação saiu da frente da sede do Instituto Nacional do Câncer (Inca), na Praça da Cruz Vermelha, passando pela Rua Henrique Valadares, Relação, Chile, Rio Branco, Araújo Porto Alegre, até chegar ao Núcleo do Ministério da Saúde do Rio de Janeiro (Nerj), na Rua México. (informações do Sindsprev/RJ)

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