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Notícias Sindicais

PEZÃO E SEPE COMEÇAM A NEGOCIAR REAJUSTE

O governador Luiz Fernando Pezão aceitou receber a direção do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) na próxima segunda para tratar do reajuste salarial deste ano e demais pautas específicas da categoria. O aceite ocorreu após pedido de audiência da entidade. A meta do governo é oferecer pelo menos o mesmo índice de aumento pago no ano passado, de 9%, com validade a partir de 1º de outubro.

Um projeto de lei está previsto para ser enviado à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) entre agosto e setembro, a pesar do discurso da equipe econômica de não haver dinheiro para dar aumento este ano aos 165 mil servidores da Educação. O encontro do Sepe com o governador foi intermediado pelo presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB) e o líder do governo na Casa, Edson Albertassi (PMDB).

Mesmo com o esforço do governo, o aumento está longe do que o Sepe reivindicará este ano, pelo menos 14%. O índice corresponde ao reajuste do piso nacional do Magistério. Para integrantes do sindicato, a resposta positiva de Pezão para um encontro com a categoria sinaliza que o governo está disposto a negociar.

Para o alto escalão do Palácio Guanabara, diante do cenário de crise, é melhor conceder um aumento “justo” e conseguir honrar os novos salários, do que reajustar a remuneração com índices mais robustos e começar a atrasar os pagamentos da classe.

IMPACTO NAS CONTAS — A preocupação da equipe econômica com um novo reajuste para a Educação este ano é o impacto nas contas do orçamento do estado, uma vez que a categoria representa 41,12% do funcionalismo. Em 2014, o impacto dos 9% de aumento foi de R$ 261,2 milhões. Em 2015, será de R$486 milhões.

A Educação é a única das três carreiras classificadas por Pezão como prioritárias sem aumento garantido para este ano. Saúde e a Segurança Pública já tiveram reajuste em 2015. A primeira categoria teve incorporada uma gratificação e ganhará 6% de aumento em junho. PM e Bombeiros tiveram 9,03% e a Polícia Civil, 12,85%. (informações da Coluna do Servidor de O Dia)

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