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Notícias Sindicais

PEZÃO PROMETE AUMENTO PARA EDUCAÇÃO

O governador Luiz Fernando Pezão anunciou ontem que vai conceder reajuste salarial este ano para os profissionais da Educação. Ele não apresentou oficialmente um índice de aumento, durante reunião com a coordenação do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), no Palácio Guanabara (na foto saindo do encontro). Mas informou que acredita na melhora da arrecadação do estado, principalmente após aprovação de projetos de lei que vão tratar especificamente dos devedores do governo.

Segundo os dirigentes sindicais, na próxima reunião, marcada para o dia 1º de junho, é possível que haja apresentação de um cenário mais favorável e também de uma contraproposta do estado para os 20% reivindicados ontem pelo Sepe a Pezão. Nesta data a questão do reajuste salarial será mais aprofundada. Internamente, o governo trabalha para repor pelo menos a inflação prevista para o período, de 9%. Mas para evitar um desgaste com a categoria, a meta é apresentar um índice em definitivo em agosto. E, por isso, a proposta é não falar em qualquer índice que esteja longe dos 20% para evitar uma possível greve na Educação. A disposição do governador de trabalhar com um aumento para a classe em 2015 tem gerado queixa da equipe econômica do estado.

ELABORAÇÃO DE ESTUDO — Está confirmada para o próximo dia 28, uma reunião entre o líder do governo na Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Edson Albertassi (PMDB), e o secretário estadual de Educação, Antonio Neto, para discutir as propostas de reajuste salarial. O governo se comprometeu ontem em avaliar o impacto da proposta apresentada pelo Sepe.

PODER DE COMPRA — De acordo com estudo do Dieese feito a pedido do Sepe, para que os salários em 1º de maio deste ano retornem ao mesmo poder de compra de 1º de setembro de 2006, o reajuste necessário sobre os valores de abril de 2015 é de 20,46% pelo INPC-IBGE e de 18,49%, de acordo com o IPCA-IBGE. A data de 2006 foi um marco inicial para o estudo do Dieese.

REPOSIÇÃO DE BENEFÍCIO — Também há promessa de pagar o auxílio-alimentação e o auxílio-transporte dos professores que aderiram à greve e não tiveram a devolução dos benefícios, mesmo após os profissionais terem reposto as aulas. Caberá à Secretaria de Planejamento e Gestão acertar o pagamento, de acordo com cada profissional.

ADMINISTRATIVOS— O governador Luiz Fernando Pezão também concordou com a carga horária de 30 horas para os administrativos. Declarou aos dirigentes sindicais que vai buscar a solução jurídica e definitiva para promover a alteração na carga horária, sem que haja futuras intervenções jurídicas contra a decisão do governo.

NOVA ESCOLA — O governo também se comprometeu em apresentar uma proposta para agilizar o pagamento da ação judicial que ordenou o depósito da Gratificação Nova Escola para os inativos. O bônus não foi repassado a aposentados entre os anos de 2000 e 2009. O Sepe ingressou com ação e, após anos na Justiça, derrotou o estado.

PRECATÓRIO — Uma solução poderá ser a inscrição do valor a ser depositado, até 30 de maio deste ano, na Dívida Ativa estadual, possibilitando que o montante seja pago em forma de precatório. Estima-se que 70 mil profissionais têm o direito de receber pelo período que o governo não repassou o valor para os aposentados.

ANTIGUIDADE — Durante o encontro de ontem com o Sepe, o governador Luiz Fernando Pezão também se comprometeu em manter a antiguidade dos docentes em suas escolas. Após a greve do ano passado, professores perderam sua lotação por terem participado da paralisação. (informações da Coluna do Servidor de O Dia)

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