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SAÚDE ESTADUAL EM GREVE PROTESTA CONTRA BAIXOS SALÁRIOS E PRIVATIZAÇÃO

Servidores em greve na Vigilância Sanitária do Estado e no Núcleo Central da Secretaria Estadual de Saúde (SES) protestaram, na manhã dessa terça-feira (27/5), contra suas precárias condições de trabalho e remuneração. Realizado em frente ao prédio da SES, na rua México 128, o protesto consistiu de assembleia permanente de greve seguida de passeata até a Alerj (Assembleia Legislativa), onde uma comissão de 15 servidores travou contato com parlamentares, pedindo para que pressionem o governo Cabral/Pezão a atender às reivindicações. Durante o contato com os parlamentares, servidores ocuparam toda a escadaria da Alerj.

Nesta quarta-feira, 28/07, a partir das 15h, representantes do Sindsprev/RJ e da Asservisa (Associação de Servidores da Vigilância Sanitária Estadual) reúnem-se pela segunda vez com o secretário estadual de saúde, Marcos Musafir, que prometeu apresentar uma resposta objetiva sobre a pauta, incluindo a possibilidade de incorporar parte da Geeled (70% da gratificação) ao vencimento-base, conforme debatido na primeira reunião, ocorrida no último dia 23. Na quinta-feira (29/5), a partir das 11h, os servidores fazem nova manifestação com assembleia permanente de greve, em frente à México 128, quando vão avaliar o resultado da reunião com Musafir.

“GOVERNO NOS EMPURROU PARA A GREVE” — “O governo nos empurrou para a greve e essa greve vai ser vitoriosa à medida que, chegando os grandes eventos, o governo tenha de dizer à população se está ou não preocupado com a saúde pública. É isso o que afirmamos hoje, nesse nosso ato”, afirmou André Ferraz, da Asservisa.

Para a servidora Denise Nascimento, o importante nesse momento é não recuar ante a intransigência do governo Cabral/Pezão. “A cada ato, a cada mobilização, a cada assembleia nós temos que ter mais pessoas porque o que vai garantir a vitória do movimento é a nossa capacidade de mobilização. Precisamos ir à luta e ocupar as ruas do Rio de Janeiro”, disse.

Durante a passeata da rua México até a Alerj, servidores portaram faixas, cartazes e muita indignação, cantando: “governo eu não aguento 15 anos sem aumento” e “saúde na rua, Pezão a culpa é sua”.

Desde o seu início, a manifestação foi ‘acompanhada’ por policiais da tropa de choque da PM, provavelmente chamados pela própria Secretaria de Saúde, o que foi interpretado pelos servidores como uma tentativa de intimidação.

“Os servidores da saúde estadual saíram da inércia e estão em processo de mobilização. Por isso estão de parabéns. Para nós, hoje é um dia muito importante e agora precisamos unificar as lutas das diversas categorias em greve, começando pela saúde. Temos que mostrar a nossa indignação contra um governo que prioriza Copa do Mundo, coloca tropas na Favela da Maré e sucateia a saúde e a educação públicas”, afirmou o servidor da saúde federal Júlio Cesar Tavares.

CRÍTICAS À PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE — Médico lotado no Hospital Estadual Getúlio Vargas, Antônio de Oliveira e Silva vê boas possibilidades de os servidores conquistarem suas reivindicações, mas critica o modelo de privatização adotado pelo Estado. “No hospital onde trabalho [HGV], entrou uma organização social (O.S.) que paga salários três vezes maiores que os nossos. Assim, foram criadas duas categorias de servidores, dividindo os trabalhos dentro do Hospital. Essa é a consequência da privatização”, disse.

Entre as reivindicações dos servidores da saúde estadual estão condições dignas de atendimento e trabalho, reajuste salarial que leve em conta as perdas ocorridas nos últimos 15 anos, incorporação de gratificações, entre elas a Geeled, fim do sucateamento dos hospitais e outros setores da saúde e fim das privatizações feitas através da entrega das unidades a grupos privados travestidos de organizações sociais, fundações e cooperativas. (informações do Sindsprev/RJ)

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