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Sindicato dos Servidores
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Notícias Sindicais

SERVIDORES DA SAÚDE RETORNAM À ALERJ CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

Os servidores públicos da saúde voltam à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na tarde desta quarta-feira (31/8), para realizar novo protesto contra a privatização do setor, ameaçado pelo projeto de lei apresentado pelo governador Sérgio Cabral Filho que transfere a gestão dos hospitais do estado para organizações sociais privadas.

Na quinta-feira (1º), os trabalhadores da rede hospitalar estadual realizam uma paralisação de 24 horas contra a privatização, pela revisão salarial e pela implantação do plano de carreira. “Nós já temos esta trágica experiência em algumas unidades municipalizadas de saúde do Rio”, disse Denise Nascimento, diretora do Sindsprev-RJ, referindo-se às organizações sociais que assumiram o controle de hospitais e postos municipais.

O servidor Sidney Castro, dirigente regional do sindicato, também alertou a população para o engodo que são as organizações sociais (OS), apresentadas como uma solução para saúde mas que, na verdade, não têm compromisso com o bom atendimento à população.

Também dirigente do Sindsprev, mas servidor do INSS, Luis Fernando Carvalho observou que a privatização da saúde é parte de uma série de projetos que atacam a população. “A dinâmica dos governos têm sido aproveitar a crise financeira e jogar a conta nas costas dos trabalhadores, sejam eles fardados ou não. Não é diferente do que a sra. Dilma tem feito no Brasil, não é diferente do que tem feito o sr. Sérgio Cabral no Rio”, criticou, ao defender a rejeição do projeto do governador do estado. “A saúde é pública, não é privada, ela foi construída com o suor dos trabalhadores”, disse.

Na paralisação de quinta-feira, além do combate ao projeto das OS, os servidores da saúde, que estão em campanha salarial, vão defender a pauta de reivindicações entregue no início de agosto ao governo, cujos principais pontos são: reajuste emergencial de 100% da remuneração, com incorporação de todas as gratificações (como GEELED e PCA); implementação do PCCS; regularização funcional dos trabalhadores da Fesp; concurso público; condições dignas de trabalho e atendimento à população; auxílio-transporte, auxílio-família, adicional-norturno e vale-refeição para todos; pagamento dos 20% do ato de investidura dos que ainda não receberam; paridade entre servidores do antigo Iperj no RioPrevidência; defesa do Iaserj e reabertura imediata do Hospital Pedro II. (com informações do Sindsprev-RJ)

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