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SERVIDORES DA UNICAMP APROVAM ABONO E GREVE DE 112 DIAS ACABA

Após 112 dias parados, os servidores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram ontem encerrar a maior paralisação da história da instituição. O grupo aceitou a proposta feita pela reitoria, de aumento de 5,2% nos salários e abono de 28,6% para recompor as perdas inflacionárias desde maio, quando começou a negociação do dissídio.

A decisão foi tomada ontem em assembleia com 600 grevistas, que iniciar ano movimento contra o congelamento salarial proposto pelos reitores. Os benefícios serão pagos uma semana após o retomo às atividades. Outra promessa da reitoria é levar à frente a equiparação dos pisos salariais entre carreiras semelhantes na Unicamp e na Universidade de São Paulo (USP).

Já os docentes, que suspenderam a greve há 42 dias, aceitaram um abono de 7,6% — em complemento ao benefício que já havia sido pago pela reitoria em agosto. À época, a Unicamp também propôs abono aos funcionários, que rejeitaram.

UNESP — Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), há greve dos professores em oito dos 24 campus. Cinco aceitaram a proposta feita pela reitoria, que inclui reajuste e abono nos mesmos valores da Unicamp, além de aumento de 41,6% no vale-alimentação, em duas parcelas.

Dos 16 campus onde os funcionários ainda estão de braços cruzados, 5 já fizeram assembleias e só l recusou. Servidores e docentes da Unesp ainda vão esperar assembleias gerais na próxima semana para dar fim à greve. Outro pleito dos funcionários é antecipar a equiparação dos pisos salariais com os pagos na USP.

VOLTA ÀS AULAS — 88,4 mil é o total da alunos da Unicamp e da Unesp, em greve há quase quatro meses. Na Unicamp, o início do seguido semestre foi adiado em um mês e o ano letivo se estenderá até Janeiro de 2015.

Já na Unesp cada faculdade decidirá sobre a reposição de classes após o fim da paralisação. (informações de O Estado de S. Paulo)

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