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Servidores fazem novo protesto no Rio e entram em confronto com PMs

No Rio de Janeiro, servidores fizeram mais um protesto contra o pacote de ajuste fiscal do governo do estado. E manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar.

A movimentação começou cedo nesta quarta-feira (16), nos dois lados da grade. Na rua, servidores do estado, principalmente das áreas de segurança e educação. Na Assembleia, tropa de choque e homens da Força Nacional. O tumulto começou quando um grupo forçou e conseguiu derrubar a grade. A multidão ocupou a escadaria. Os policiais reagiram com spray de pimenta e bombas de efeito moral. Os manifestantes recuaram, mas depois voltaram e conseguiram arrebentar uma segunda grade, perto da entrada principal do prédio.

Mais bombas e correria.

Algumas pessoas devolviam as bombas na direção da polícia, enquanto outras deitavam no asfalto. Uma pessoa foi atingida e socorrida pelos manifestantes. Um homem disse que foi ferido por uma bala de borracha. O carro blindado da PM lançava jatos d’água. A cavalaria bloqueou a entrada da assembleia e a confusão se espalhou pelas ruas ao redor.

Um vídeo publicado na internet mostra o momento em que dois policiais do Batalhão de Choque mudam de lado: eles deixam de proteger a assembleia e se juntam aos manifestantes debaixo de aplausos. Um grupo se ajoelhou no meio da rua e acenou com uma bandeira branca.

Enquanto isso, no plenário, a sessão começava, com as galerias vazias e discussões acaloradas dos deputados. No início, deputados da oposição tentaram cancelar a sessão, dizendo ser impossível discutir os projetos com o clima de violência do lado de fora. Mas a sessão foi mantida. As propostas vão ser discutidas até o fim de novembro e a votação começa em dezembro.

A situação só se acalmou quando representantes dos sindicatos foram recebidos pelos parlamentares. “A gente não vai aceitar ter redução de direitos. Estamos há mais de dois anos sem reajuste. Não tem como a gente falar em ganhar menos. Em diminuir o valor do salário”, disse Ramon Carrera, diretor do Sindjustiça-RJ.

“Nada será votado no mês de novembro, somente no mês de dezembro, e eu garanti que os sindicatos terão a oportunidade de fazer o contraditório e o governo também de mandar seus técnicos para explicarem as medidas”, afirmou Jorge Picciani, presidente da Alerj.

Na sessão desta quarta-feira (16) foi discutido um projeto que deve ser aprovado sem dificuldades: a redução em 30% do salário do governador, de secretários e de funcionários do alto escalão.

Na quinta (17) vai ser debatida a medida mais polêmica: a que aumenta de 11 para 14% a contribuição previdenciária dos servidores do Estado.

O governador Luiz Fernando Pezão falou sobre o protesto desta quarta (16): “O recado que eu dou para população e pra quem estiver fazendo manifestação é: tem que ver se são funcionários mesmo, acho que os funcionários querem ter um calendário de pagamentos que a gente quer estabelecer de receber mais rápido, dar tranquilidade a eles. Essas medidas não são para prejudicá-los”.

Durante o protesto, alguns manifestantes agrediram e impediram o trabalho do repórter Guilherme Ramalho, do jornal O Globo, e de Caco Barcellos e do cinegrafista Felipe Saleh, do Profissão Repórter. A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV, a Associação Nacional dos Jornais e a Associação Nacional de Editores de Revistas repudiaram esses atos de violência. Declararam que impedir a atuação da imprensa é uma afronta ao direito da sociedade de ter acesso a informações de interesse público. A Associação Brasileira de Imprensa, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro também repudiaram as agressões.

FONTE: http://www.jornalfloripa.com.br/noticia.php?id=903297

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