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CPI DA VENDA DE SENTENÇAS JUDICIAIS SERÁ INSTALADA TERÇA-FEIRA

Será instalada na próxima terça-feira (01/12), às 15h, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de tráfico de influência e venda de sentenças judiciais no processo eleitoral. A audiência de instalação será na sala 311 do Palácio Tiradentes. Segundo o presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PDT), além da definição do relator da comissão, o encontro irá apontar os primeiros convidados a depor.

“O próximo passo agora é a instalação da CPI e a convocação imediata de Raschkovsky. O Wider também será ouvido”, disse Paulo Ramos (PDT), antecipando a convocação do empresário e estudante de direito Eduardo Raschkovsky e do corregedor-geral licenciado do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Roberto Wider, principais suspeitos da prática de irregularidades no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).

A origem da CPI foi a série de reportagens publicadas pelo jornal O Globo a partir do dia 8/11, sobre a existência de um esquema comandado pelo empresário e estudante de Direito Eduardo Raschkovsky, que abordava políticos, empresários e tabeliães, oferecendo sentenças e outras facilidades em troca de vantagens financeiras. Para isso, segundo a reportagem, o lobista contava com amizades no Judiciário, entre elas a do desembargador Roberto Wider, corregedor-geral da Justiça fluminense, agora licenciado, e ex-presidente do TRE-RJ. O empresário teria pedido a políticos quantias que variavam de R$ 200 mil a R$ 10 milhões, para livrá-los do risco de impugnação ou cassação do diploma. Eduardo os ameaçava com a hipótese de cassação do mandato e as negociações geralmente aconteciam no escritório L. Montenegro, que pertence ao sogro de Eduardo.

O escritório, que é administrado por Raschkovsky, tem contrato assinado com o 15º Ofício de Notas da Capital, com unidades no Centro e na Barra da Tijuca, que o obriga a repassar todo mês 14% de sua receita bruta ao lobista. Mas, recentemente, o pagamento foi suspenso pelo cartório, sob a alegação de desinteresse na manutenção do contrato. Após a denúncia, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou uma inspeção no 15º Ofício de Notas para apurar a relação deste cartório com Raschkovsky.

Os demais membros da CPI são os deputados Paulo Melo (PMDB), Gilberto Palmares (PT), André Corrêa (PPS), Luiz Paulo (PSDB), Rodrigo Dantas (DEM) e Marcelo Freixo (PSOL). (informações da Alerj)

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