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SINDICATO DOS SERVENTUÁRIOS NÃO CUMPRE LIMINAR
Alessandra Horto

Nada mudou na greve dos serventuários. Apesar da 15ª Vara Federal ter determinado que o Sind-Justiça (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Rio) tinha que garantir, desde ontem, a volta ao trabalho de 50% dos servidores, a adesão não diminuiu e os atendimentos continuaram como já estão há dois meses. Segundo o Sind-Justiça, a determinação não foi cumprida porque ainda não foi notificado judicialmente. A única certeza que o sindicato tem é que, assim que receber a liminar, vai ingressar na Justiça para revogar a decisão.

A categoria defende que não há o que cumprir a partir do momento que desconhece o que está determinado. Na próxima segunda-feira, o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous vai se reunir com o corregedor do tribunal de Justiça, Luiz Zveiter, para determinar como a corregedoria vai atuar para o ingresso imediato dos serventuários ao trabalho. A próxima quarta-feira será decisiva para os 20 mil serventuários do Estado do Rio, quando o projeto de lei que reajusta o salário da categoria será votado na Alerj (Assembléia Legislativa).

As duas últimas semanas foram marcadas por intensas negociações entre os poderes Executivo e Legislativo, além do Sind-Justiça e OAB-RJ. Sobram palpites de como será a votação de quarta-feira, dia 19.

Fontes da Alerj indicam que o governo estuda duas propostas: a primeira concede o aumento de 7,3%, mas não retrocede à data-base de maio. A segunda concede 5% de reajuste com retroativo a maio. Essa proposta é a mais cotada para ser apresentada na Alerj. Cerca de 5 mil serventuários devem acompanhar a votação nas escadarias da Casa.

Após o resultado, O Sind-Justiça vai fazer uma assembléia para determinar se a greve vai continuar ou não. Também na segunda-feira, os serventuários fazem passeata desde o Fórum Central (às 14hs) até a sede da OAB no Rio. No ato público, eles vão fazer um enterro simbólico da diretoria da Ordem. Segundo a nota do sindicato, o manifesto será em repúdio aos “ataques” que a direção da OAB-RJ está desferindo ao constitucional direito de greve dos trabalhadores da Justiça do Rio. (Coluna do Servidor de O Dia, 15/11/08)

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