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GREVE DA SAÚDE FEDERAL FOI HISTÓRICA E MARCOU RETOMADA DAS MOBILIZAÇÕES EM TODO O PAÍS

Foram dois meses de muita luta, mobilizações e atos públicos nos maiores hospitais. Meses em que, além da negativa do governo Dilma em negociar sua pauta, os servidores enfrentaram a repressão policial e o constante assédio praticado por alguns gestores. Assim foi a histórica greve da saúde federal no Rio, que, pela primeira vez em muitos anos, contou com a adesão das principais unidades e iniciou um processo de reorganização da categoria em todo o estado.

Parte da campanha salarial nacional unificada do funcionalismo, a greve no estado do Rio teve a participação dos hospitais Cardoso Fontes, da Lagoa, de Ipanema, de Bonsucesso, dos Servidores, Into (Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia), Instituto de Cardiologia de Laranjeiras e Policlínica Piquet Carneiro. A saúde federal também entrou em greve no Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

A greve foi marcada por inúmeros atos públicos de impacto, em manifestações de impacto que deram visibilidade à paralisação. Um dos pontos altos aconteceu no dia 23 de agosto, quando servidores em greve fecharam uma das pistas da Av. Brasil, em frente ao Hospital Federal de Bonsucesso, para exigir do governo Dilma a melhoria da proposta salarial. Outros atos, no entanto, também mostraram a disposição dos servidores, como a passeata que, dia 10/07, começou no Hospital Cardoso Fontes, descendo a estrada Grajaú-Jacarepaguá. No hospital da Lagoa e nos institutos de Traumato-Ortopedia (Into) e de Cardiologia de Laranjeiras, servidores também marcaram presença com atos memoráveis.

Além da saúde federal, entraram em greve, de junho a agosto, cerca de 32 categorias federais de todo o país — como servidores de 55 universidades e instituições federais de ensino superior, do Itamarati, Ministério da Justiça, Ministério da Previdência, IBGE, Arquivo Nacional e Polícia Rodoviária Federal, entre várias outras — numa retomada sem precedentes de mobilizações por reajuste, manutenção das 30h sem redução salarial, incorporação de gratificações, concurso, fim das privatizações, não ao ponto eletrônico e às avaliações de desempenho.

Como parte das mobilizações unificadas do funcionalismo público federal em greve, milhares de servidores de todo o país (incluindo a saúde) realizaram duas grandes marchas que ocuparam Brasília, a mais recente em agosto, para exigir do governo a realização de efetivas negociações, interrompidas desde junho. Organizadas pelo Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais, pela CNESF, CSP Conlutas e entidades que hoje combatem o governismo no movimento sindical, as duas marchas levaram, juntas, cerca de 30 mil servidores à capital federal.

O resultado objetivo dessas mobilizações foi que o governo Dilma (PT) teve de ceder em sua política de ‘reajuste zero’. No entanto, passada a campanha salarial e encerrada a greve das principais categorias, já se articula pela aprovação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 710/2011, que promove um brutal ataque ao direito de greve do funcionalismo. (informações do Sindsprev-RJ)

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