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GREVE DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MPU GANHA ADESÕES E ATINGE 14 ESTADOS

Com as adesões de Mato Grosso do Sul e Alagoas esta semana, a greve nacional dos servidores do Judiciário Federal e MPU chega a 14 estados e ganha força às vésperas da reunião da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara que tem o PCS-4 como item de pauta. A data da sessão — quarta-feira (26) — é a prevista no ‘acordo’ firmado entre deputados governistas e de oposição para votar o PL 6613/2009, dos servidores do Judiciário Federal. Não há, no entanto, garantias de que isso ocorra e nem de como votarão os deputados caso a proposta seja apreciada.

A ampliação da greve e da mobilização — que terá atos em Brasília na terça e quarta-feira — são apontadas por dirigentes sindicais como imprescindíveis para superar o veto do governo Dilma Rousseff aos projetos do Judiciário e MPU. “Aconteça o que acontecer na sessão do dia 26 temos que fortalecer a greve e a pressão — o governo quer ganhar tempo para aprovar o PLP 549 [que congela salários e inviabiliza o PCS] e o PL 1992 [que acaba com a aposentadoria integral para novos servidores], e precisamos impedir que isso aconteça”, analisa Cleber Aguiar, servidor do TRF de São Paulo e dirigente do Sintrajud-SP.

Na sessão da quarta passada (19), os deputados da CFT aprovaram o relatório do PLP 549/2009, o que, apesar de rejeitar a proposta no mérito, fez com que ela avançasse na tramitação. Vai agora para a Comissão de Constituição e Justiça, última etapa antes da possível votação final no plenário da Câmara. É assim porque o parecer do deputado Pepe Vargas rejeita o mérito, mas diz que o projeto é viável no aspecto orçamentário, único que poderia levá-lo ao arquivamento na comissão.

As atividades desta semana têm especial importância também por outra questão: a votação do relatório preliminar da Lei Orçamentária de 2012 na Comissão Mista de Orçamento (LOA), que deve acontecer na quinta-feira (27). O prazo para emendas termina na terça (25) e dirigentes sindicais articulam a apresentação de algumas que contemplem o PCS. Não há, porém, nada definido ainda quanto a isso. “Só o que temos definido é que sem muita mobilização, muita pressão e muita greve não conseguiremos nada”, alerta mais uma vez Antonio Melquíades, o Melqui, diretor da federação nacional (Fenajufe).

Com a esperada presença de servidores de todo país em Brasília, na quarta-feira haverá uma reunião do Comando Nacional de Greve. A paralisação ganhou impulso nós últimos dias: nesta segunda (24), aderiram os servidores da JF do Ceará. No final da semana passada, Piauí e do Mato Grosso do Sul. Na terça (25), entram os trabalhadores de Alagoas.
Paralisações estão previstas para Minas, Santa Catarina e Espírito Santo. O movimento paredista que já contava com os servidores da Bahia, Mato Grosso, São Paulo, JT do Amazonas/Roraima, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e Justiça do Trabalho da 15ª Região (Campinas e demais cidades).

A greve nacional já é realidade. Mas, frisam os servidores, precisa ganhar mais corpo. Esta semana, trabalhadores de vários estados e do próprio Distrito Federal pretendem chamar os colegas de Brasília para que entrem na greve, não fiquem de fora. O lema é: parar o país para fazer o PCS andar no Congresso. (informações do Luta Fenajufe Notícias)

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