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OITO MIL AGÊNCIAS ESTÃO PARADAS E BANQUEIROS PERMANECEM ‘MUDOS’

Com a adesão de funcionários dos 26 estados e do Distrito Federal, a greve nacional dos bancários já paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. A categoria está de braços cruzados desde a última terça-feira (27). Eles rejeitaram a proposta dos donos de bancos, que ofereceram reajuste salarial abaixo do esperado e ignoraram as demais reivindicações.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, anunciou que a greve prosseguirá por tempo indeterminado.
“Infelizmente, os bancos estão num silencio absoluto. Já que a Fenaban não chamou para um diálogo, para uma negociação, não temos alternativa a não ser ampliar ainda mais a greve”.

Cordeiro prevê mais adesões nos próximos dias. Ele afirma que os bancos não têm limites no desejo de lucrar mais e acredita que isso se dá à custa dos baixos salários.
“Se o lucro dos bancos cresceu só no primeiro semestre 20% e se o bônus dos executivos é de R$ 6 milhões para cada um, ou seja, os diretores dos bancos estão ganhando quatrocentas vezes mais do que ganha o bancário, não tem justificativa nenhuma para dizer que vai ajustar os salários em menos de 1% de aumento real”.

Dados do Dieese asseguram que o salário inicial pago pelos bancos no Brasil gira em torno de R$ 1,3 mil, abaixo de países como o Uruguai e a Argentina, onde os lucros são bastante inferiores.

Os bancários pertencem a uma das poucas categorias que possui Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. O número de profissionais atuando no setor está próximo de 500 mil. (informações da Radioagência NP)

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