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Sindicato dos Servidores
do Poder Judiciário do Rio de Janeiro
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Serventuários suspendem greve de trabalho presencial. Movimento pode ser retomado

Reunidos em Assembleia online nesta quinta-feira (16), os serventuários do Judiciário fluminense decidiram pela suspensão da greve de trabalho presencial da categoria. Foram 140 votos pela suspensão do movimento, 47 pela manutenção e abstenções. No total, mais de 300 servidores estiveram presentes durante a reunião.

A categoria continua mobilizada para cobrar da Administração do TJ-RJ medidas efetivas que garantam segurança e a proteção à vida de todos os serventuários.

Na avaliação da maioria dos participantes, a greve, que começou no dia 29 de junho como uma ação coletiva em defesa da vida, cumpriu importante papel para problematizar a complexa situação da retomada das atividades presenciais, alertar para os problemas de falta de segurança sanitária nas dependências do Judiciário estadual e fazer com que Administração abrisse negociação com a categoria (uma vez que as decisões sobre o retorno das atividades não foram negociadas com a representação sindical).

Os participantes também entenderam que essa decisão permitirá que a categoria tenha forças para retomar o movimento, caso seja necessário, de acordo com a avaliação sobre o quadro da pandemia e do cumprimento dos termos assumidos pelo TJ-RJ.

Mantendo seu compromisso de trabalhar pela vida dos serventuários, o Sindjustiça-RJ empenhará esforços para fiscalizar se os termos estabelecidas pelo Ato Normativo Conjunto 25/2020 estão sendo cumpridos pelo Tribunal.

 

Outros encaminhamentos:

  • Será realizada uma reunião ampliada online na próxima quinta-feira (23), às 14h.
  • Os serventuários que aderiram à greve devem enviar o ponto de greve imediatamente para o sindicato para o e-mail comandodegreve@sindjustica.org.br
  • Uma das posições tiradas pela Assembleia é que mantendo-se a tendência dos números de contaminação e mortes no estado, o TJ-RJ não deve avançar para a próxima fase no dia 27 (quando começaria o atendimento ao público externo), mantendo apensa 25% do efetivo. Se os índices piorarem, o Tribunal deve retroceder para a fase anterior ou até mesmo suspender todo o trabalho presencial.
  • Os servidores precisam continuar enviando as denúncias sobre irregularidades ou sobre o descumprimento das normas estabelecidas pelo Ato 25. O formulário estará disponível no site do Sindjustiça-RJ. O formulário poderá ser preenchido anonimamente, constando apenas comarca, local e o que está sendo denunciado.
  • evitar o uso do transporte público, o que reduziria muito as chances de contaminação.
  • Para que a categoria possa evitar o uso do transporte público (o que reduziria muito as chances de contaminação), que aqueles que possuem carro próprio possam utilizar os estacionamentos do Tribunal e no entorno dos fóruns, com convênios com as prefeituras locais.
  • O sindicato tentará garantir que o Tribunal faça uma testagem em massa nos servidores, magistrados e colaboradores, para que possam ser identificados precocemente aqueles que por ventura estão contaminados, especialmente os assintomáticos, que podem se transformar em vetor de transmissão e contaminação de colegas e dos demais usuários dos espaços do Judiciário.
  • O Sindjustiça-RJ buscará junto ao TJ-RJ melhores condições de trabalho para os OJAs, com mais protocolos, por causa do acúmulo de mandados que estão sendo represados.

 

Ato em frente ao TJ-RJ homenageia vítimas da Covid-19

Seguindo deliberação da Assembleia realizada no dia 10, o Sindjustiça-RJ e o Comando de Greve realizaram na tarde desta quinta-feira, em frente ao Prédio Central do TJ-RJ, um ato em homenagem às vítimas da Covid-19 e em protesto contra a flexibilização precoce das medidas de isolamento social. A manifestação foi parte do dia de paralisação total das atividades, outra deliberação da categoria na Assembleia do dia 10.

Cruzes com nomes dos servidores do Judiciário fluminense mortos por Covid-19 foram colocadas em frente ao prédio e a elas se somaram cruzes representando os brasileiros mortos, vítimas do fracasso de governos municipais, estaduais e do Federal no combate à pandemia.

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