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“Máquina inchada”? Uma das maiores mentiras sobre o serviço público brasileiro

Você certamente já ouviu esta frase em uma roda de conversa: “Nos países desenvolvidos é bom, lá não tem essa farra de concursos públicos”. A associação entre “atraso” e “serviço público” se tornou muito comum nos últimos anos, e isso aconteceu graças a uma campanha de difamação dos servidores públicos nunca antes vista no Brasil.

Do dia para a noite, eles se tornaram os grandes “vilões” da sociedade, responsáveis pelo deficit financeiro. Eles vão “quebrar o Estado”, dizem alguns setores políticos. Isso é realmente verdade? Um olhar um pouco mais atento aos fatos consegue desmentir essa narrativa.

De acordo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), países que são referência em qualidade de vida da população têm, proporcionalmente, muito mais funcionários públicos que o Brasil.

Na Noruega e na Dinamarca, que ocupam o topo desse ranking, cerca de 30% da população total é composta por servidores públicos. No Brasil, essa proporção é de apenas 1,6%. Se o Brasil tem a tão mencionada “máquina inchada”, o que falar desses países nórdicos, então?

O fato é que existe um abismo entre a realidade do país e o discurso de setores políticos que querem acabar com o funcionalismo público no Brasil.

No Judiciário, por exemplo, o deficit de pessoal é crônico. Em vez de resolver o problema, o Poder Público se limita a promover uma contratação em massa de estagiários e profissionais voluntários, precarizando as condições de trabalho e a qualidade do serviço prestado à população. Ao mesmo tempo, servidores vivem com salários defasados há anos (diferentemente da iniciativa privada), sobrecarga de atividades e assédio moral crescente.

Os contratos terceirizados, baseados na desvalorização e na ausência de direitos básicos, já é uma realidade inegável em todo o serviço público brasileiro.

Onde está o “inchaço” dessa máquina que contrata com vínculos cada vez mais precários, quase não realiza concursos públicos e sucateia os serviços mais essenciais para a população, como saúde, educação e Justiça?

Respostas simplistas são muito perigosas. Diante dos fatos e dos números, é fundamental perguntar: a quem interessa tanto ódio contra os servidores públicos?

Fonte: Sindjustiça-RJ

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