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Nota de pesar: Perdemos o primeiro colega serventuário do RJ pela Covid-19, Rogério Furtado Ozava

A categoria dos serventuários da Justiça Estadual do Rio de Janeiro está de luto. Foi confirmada a morte do colega Rogério Furtado Ozava, de 53 anos, por Covid-19. Ele trabalhava na Central de Cálculos Judiciais no Fórum Central do Rio de Janeiro.

Rogério era um serventuário que participava bastante das atividades do Sindjustiça-RJ e é mais um uma história de vida que entra nas tristes estatísticas desta pandemia. Ele foi a primeira vítima confirmada na categoria. Devido à grande subnotificação e a demora nos testes de diagnóstico, o Sindjustiça-RJ está apurando informações sobre outras situações e aguardando resultados.

Além da grande tristeza que essa acontecimento nos traz, sua morte é um alerta gravíssimo em um momento em que os números oficiais de infectados ultrapassa mais de 80 mil no Brasil (mas um estudo recente da USP indicou que as subnotificações escondem a possibilidade de mais de um milhão) e que de mortos está mantendo uma média acima de 400 por dia nesta semana.

A Saúde Pública no Rio de Janeiro está entrando em colapso com falta de leitos, equipamentos de proteção e respiradores, e com a morosidade da chegada de recursos públicos às áreas necessitadas e com a dificuldade em obter apoio financeiro do Governo Federal. É uma situação de calamidade que não pode ser subestimada porque em outros estados, como no Amazonas, onde já faltam caixões para enterrar os mortos.

Para o Sindjustiça-RJ, o afrouxamento, pelas autoridades das diferentes esferas, das medidas de isolamento social, com abertura de comércios e serviços não essenciais para agradar elites empresariais, é uma irresponsabilidade que coloca a vida de toda a população, incluindo a dos servidores públicos, em risco.

Do mesmo modo é extremamente precipitada a decisão do Conselho Nacional de Justiça em retomar a contagem dos prazos judiciais dos processos eletrônicos não urgentes, pois irá colocar em risco maior ainda segmentos como os oficiais de justiça avaliadores (OJAs) e, por consequência, todos que estejam em contato com eles, como familiares – muitos pertencentes aos grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

O Sindjustiça-RJ se solidariza com os familiares, amigos e colegas de Rogério, e espera que as autoridades sejam mais responsáveis com as vidas das pessoas, neste momento em que a crise no nosso país está se agravando rapidamente.

Fonte: Sindjustiça-RJ

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