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Rio de Janeiro terá ato unificado contra Reforma da Previdência

A Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal representa uma séria ameaça ao futuro de todos os trabalhadores do Brasil — tanto da iniciativa privada como do serviço público.

Nos moldes em que foram propostas, as alterações no sistema previdenciário irão diminuir os rendimentos dos futuros aposentados brasileiros, a ponto de inviabilizar a subsistência de parte dos segurados.

As mudanças também abrem brechas para que funcionários públicos tenham uma alíquota complementar descontada de seus salários; retiram garantias de pensionistas e de suas famílias; e criam gatilhos para o aumento periódico da idade mínima, o que fará com que pessoas de várias regiões – que têm expectativa de vida menor do que a idade mínima proposta – morram sem se aposentar.

As modificações não irão afetar apenas os aposentados. A proposta prevê que pensionistas que já recebem mais de um benefício previdenciário teriam que optar por um dos benefícios. Muitas famílias poderão ter seus rendimentos reduzidos praticamente pela metade.

A justificativa para a retirada de direitos seria um deficit previdenciário, que na verdade é inexistente e já foi desmentido por uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo. A CPI da Previdência, realizada no primeiro semestre de 2017 pelo Senado Federal, comprovou que o sistema previdenciário brasileiro é superavitário e seus principais problemas são frutos da má administração pública – sobretudo da sonegação fiscal e de outros desvios – e não da demanda dos beneficiários.

Portanto, a Previdência não está “quebrada”.  A Reforma serviria apenas para aplacar a sanha do mercado financeiro que aguarda a abertura de uma hora para a outra do maior mercado privado de planos de previdência do planeta. Em um futuro não muito distante, seriam mais de 50 milhões de contas individuais empurradas para um mercado oligopolizado em uma única medida. Grande parte desses setores são patrocinadores dos grupos de mídia que fazem coro para tentar convencer a população de que essa reforma é necessária.

O Governo Temer, que não tinha nada a perder caso a Reforma fosse aprovada – já que sua baixa popularidade tirou qualquer chance de manter a continuidade no poder – não teve força para aprová-la por causa da mobilização do movimento sindical e da população, a exemplo do que foi feito pela Frente Rio Contra a Reforma da Previdência. Essa mesma demonstração de força deve se repetir agora. A história recente mostrou que a implantação da Reforma não é inevitável. Vai depender da disposição da população em aceitar ou não os impactos dessa proposta.

Todos os direitos previdenciários dos trabalhadores brasileiros são fruto de muita luta. Para protegê-los, as centrais sindicais realizarão um ato unificado contra a Reforma da Previdência. A mobilização acontecerá em várias capitais brasileiras amanhã (20), quando a redação final da proposta será apresentada pelo governo.

No Rio de Janeiro, a mobilização será realizada na capital a partir das 15h, em frente à Estação Carioca do metrô, na saída da Avenida Rio Branco. Para os serventuários, a concentração será em frente ao Fórum Central da capital, de onde a categoria partirá para a manifestação.

O direito à aposentadoria de todos os brasileiros está em jogo. Compareça e participe da luta de defesa da Previdência Social sustentável e solidária, sem nenhuma garantia a menos para a classe trabalhadora.

Serviço

Ato contra a Reforma da Previdência – Contra a retirada de direitos da classe trabalhadora

Data: 20/2/2019 (quarta-feira)

Horário: 15h

Local da concentração: Em frente ao Fórum Central do Rio de Janeiro (Avenida Erasmo Braga, 115 – Centro – Rio de Janeiro – RJ)

Local do ato: Em frente à Estação Carioca, na saída da Avenida Rio Branco (Avenida Rio Branco, 156 – Centro – Rio de Janeiro – RJ)

Fonte: Sindjustiça-RJ

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